" A cada dia que vivo, mais me convenço de que o disperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade." (Carlos Drummond de Andrade)




quinta-feira, 24 de março de 2011

Situações .

 Às vezes me pergunto qual a razão das coisas acontecerem de maneiras tão inexplicáveis.

 Eu acredito fielmente no destino, que há sim algo já definido para nós, mas que alteramos nossos fins a partir de nossas escolhas. O engraçado é quando tudo acontece de um modo onde as coisas mais banais viram complicações fenômenais.
 Em um momento estamos nós com nossos questionamentos baseados em fundamentos prováveis, no momento seguinte as resoluções aparecem e nos deparamos com o que já previamos. Qual a parte engraçada? O cômico fica na resposta fornecida para nós. Muitas vezes, o que mais desejamos é justamente não ter nossas confirmações, saber que estamos equivocados pode ser menos indolor ou, no mínimo, soar melhor.

Porém, se algumas coisas aparecem para complicar, outras surgem para revigorar. Um exemplo? Bem, lá estava eu, sentada no último vagão de um trem. Confusa. Pensando se meus valores eram ríspidos demais ou se os outros é que perderam os seus, de repende o celular toca. Alguns gatos pingados que estavam dentro do vagão me encomodavam -  era a única mulher ali e já havia passado das onze da noite. Mas de certa maneira eu conseguia sorrir depois de atender. Difícil de dizer a razão pelas quais nossas emoções podem mutar tão rapidamente. Fiquei calma, mas com as mãos suando frio. Ofegante. Meu coração saltava mais que ginástas em dia de competição. Tudo o que era vazio se inundou de proteção e meu medo havia ficado na outra estação.
  O que aprendi foi que cada situação serve para fazermos sofrer reações e que, compreender o que a reação nos transmite, é enteder a nós próprios..

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